sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Artigo sobre o Rugby feminino no Brasil



Um artigo disponível no site da IRB sobre o Rugby feminino traduzido aqui, com uma alteração. 
A Copa do Mundo de Rugby de 2009 em Dubai mudou a cara do Rugby no Brasil para sempre
Desde que as Amazonas participaram do mundial, o número de jogadoras aumentou, e mais garotas em escolas querem jogar. Nós também vimos um grande número de pessoas provenientes de outros esportes, especialmente do atletismo mudar para o Rugby.
 Além das Olimpíadas, não há competição maior que um campeonato  mundial, e agora outras mulheres querem participar de um evento como esse, e o Rugby parece ser o melhor meio de se chegar lá.


Como em qualquer lugar no mundo, esportes femininos são relegados ao segundo plano em relação aos esportes masculinos no Brasil – temos menos recursos, pouca cobertura da imprensa e ninguém assiste aos nossos jogos - mas apesar disso, nós jogamos nossos respectivos esportes pelo simples motivo de adorar isso. Agora que somos jogadoras de nível mundial, nós continuamos com pouco recursos, mas somos mais bem sucedidas que qualquer esporte masculino no Brasil  então temos direitos adquiridos até que os homens cheguem lá.
Para quem viu o artigo no site da IRB, verá que na verdade, onde está escrito “no Brasil”, o correto é substituir por “em Uganda”, e “Amazonas” por “Lady Cranes” - as Grou fêmeas (não sei se esse é o termo feminino correto para o bicho) –  já que o texto foi escrito por Helen Buteme, a capitã da seleção local e que não deve ter conhecimento da situação do nosso país.
Ainda assim é curioso ver que muito do texto se aplica ao Brasil. Após o mundial existia a esperança de mais apoio, não só financeiro, mas também uma estrutura melhor para o desenvolvimento sólido do esporte entre as mulheres no país, o que não se concretizou. Podemos ver o crescimento onde o esporte inexistia, especialmente no nordeste com o Aliança, Recife, Teresina, entre outros, e alguns times mais o sul também, como Tornados Indaiatuba, Farrapos e FFLCH, mas de forma pontual, não foram fomentados pela organização que rege o esporte, e sim, fruto de iniciativas pessoais e de clubes, que enxergam o real potencial da categoria feminina.
O Brasil é a oitava ou décima economia do mundo, dependendo do ranking de referência, enquanto Uganda é a centésima quarta ou centésima sexta! É mais um daqueles casos em que a grandiosidade do país não se reflete em todos os seus setores. O Brasil tem um projeto olímpico a caminho, duvido que Uganda o tenha daqui a 50, 100 anos. O Brasil é um dos maiores mercados consumidores do mundo, Uganda, acho que não.
Alguma empresa deve ter interesse em patrocinar um dos esportes femininos coletivos mais bem sucedidos do país (tirando futebol e volei, obtivemos o melhor resultado em um mundial, junto com o handebol talvez) .
O material humano (as jogadoras) são de primeiro mundo, falta o apoio, que continua de terceiro.
Tenho muita fé que o trabalho do João Nogueira, novo responsável pelo Rugby feminino brasileiro, nos vá elevar desse patamar de subdesenvolvimento e nos coloque no lugar que devemos estar, entre os maiores. Os primeiros passos são sólidos, mas a caminhada deve ser dada em conjunto, com apoio de toda comunidade do Rugby brasileiro para ter sucesso.

Publicado em 21/07/2009, por DV, Blog do Rugby

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Equipe feminina de rugby do Recife lança calendário com fotos sensuais


Inspiradas na Seleção Brasileira de Rugby, as atletas querem arrecadam recursos para participar de um torneio em São Paulo.

O Calendário foi lançado em Dezembro de 2009, o objetivo das poses sensuais frente às câmeras da fotógrafa Juliana Galvão era arrecadar dinheiro para viabilizar a participação da equipe no XVII São Paulo Lions 7's. As atletas se inspiraram na Seleção Brasileira de Rugby, que no início de 2009 produziram um objetivando arrecadar recursos para participar de um torneio em Dubai, e produziram uma versão local do calendário. A primeira tiragem do calendário, com 400 exemplares, será vendida por R$ 15 durante a competição. 


As jogadoras do Recife Rugby Club posaram para o calendário com shorts, tops e acessórios utilizados durante os jogos de rugby. Todas as fotos foram impressas em preto e branco e trazem o nome da jogadora representante de cada mês do ano (foto). 

Além de ter sido vendido durante o torneio em São Paulo, o calendário também está sendo comercializado no site do Recife Rugby Club. Os internautas encontram uma prévia do ensaio, pois a equipe feminina disponibilizou um vídeo de cerca de dois minutos com o making of da sessão de fotos. 

Fonte: Pe360graus

Floripa Rugby Sevens 2010


O Desterro Rugby Clube está lançando oficialmente o seu FLORIPA RUGBY SEVENS 2010, última etapa válida pelo Circuito Brasileiro de Seven 2009/2010. O evento será realizado nos dias 20 e 21 de fevereiro de 2010, no final de semana posterior ao Carnaval, na Ilha da Magia. O evento contará com equipes nacionais e internacionais. A equipe do Carrasco Polo, atual campeã do torneio na categoria adulta, já confirmou presença novamente e assim como todas as grandes equipes do Brasil.
Segue abaixo alguns detalhes:
DATA: dias 20 e 21 de fevereiro de 2010.
LOCAL: Campo das Dunas - Av. das Rendeiras, 622, Lagoa da Conceição, Florianópolis.
Inscrições:
a) R$ 75,00 por atleta adulto (mínimo 10 e máximo 12 por equipe) para pagamento total até o dia 05 de fevereiro de 2010. Após essa data o valor de inscrição passará para R$ 90,00 por atleta (máximo 16 equipes);
b) R$ 60,00 por atleta feminina (mínimo 10 e máximo de 12 por equipe) para pagamento total até dia 05 de fevereiro de 2010. Após essa data o valor de inscrição passará para R$ 75,00 por atleta (máximo 06 equipes);
c) R$ 40,00 por atleta juvenil (mínimo 10 e máximo de 12 por equipe) para pagamento total até o dia 05 de fevereiro de 2010. Após essa data o valor de inscrição passará para R$ 55,00 por atleta (máximo de 06 equipes).
No valor de inscrição estão inclusos os seguintes itens:
Camisa do torneio, lanches para os dois dias, água, frutas diversas e Terceiro Tempo no sábado. Além de uma tenda por equipe para instalação das mesmas durante o torneio.
Não estão inclusos nas inscrições:
Alojamento, deslocamento até o local do evento e refeições diversas.
As inscrições já estão abertas e para confirmação e reserva de vaga, se faz necessário o pagamento parcial (50%) dos valores totais de cada equipe.
Para pagamento, é só solicitar os dados da conta corrente do Desterro pelo e-mailfinanceiro@desterrorugby.com.br.
Contatos:
Marcos Jorge de Moares - presidente@desterrorugby.com.br
Marcelo Teixeira -
financeiro@desterrorugby.com.br
Fiquem ligados no site e também no twitter do Desterro:twitter.com/desterrorugby

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Rio Beach Rugby 2010

Fomos com o time completo, treinamos firme durante duas semanas quase todos os dias pra nos preparar para o Beach. A vontade de jogar era tanta que mal podíamos esperar para chegar na Praia da Barra, desmarcamos compromissos (e operações né Ju?), sacrificamos viagens de férias, tudo pelo rugby! Chegamos com aquele gás e um friozinho na barriga delicioso, porque seria nosso primeiro jogo. Já pegamos a ficha de inscrição preenchemos e pronto, estávamos inscritas! Porém, não tinha mais nenhum time completo... snif! Nós, somente nós, estávamos presentes com o nosso exército de sete meninas. Para o beach estava muito bom, são cinco na linha e ainda sobram duas reservas, Opa! Mas não tinham adversárias. Ficamos um tempo meio perdidas, sem rumo, desapontadas. A Juh Curi e a Julie não desanimaram não, começaram a trocar passe com duas jogadoras do Niterói, que descobriram que tinham quatro meninas do Calx-cis e fizemos um catadão! Foi ótimo, poder jogar ao lado de atletas experientes do Niterói e de meninas que estão começando, como nós. Lamento que tenha sido um só jogo! Espero que em 2011 o rugby feminino tenha melhor representação no Campeonato de Beach, e o Patriotas Rugby Feninino fará o que for preciso para que os outros times também participem!

Rugby é para mulher sim! Vamos provar isso!

Treino em um dia chuvoso...





















Não há nada mais prazeroso do que treinar em dia de chuva! Eu particularmente adoro. E acredito que minhas companheiras também. Pelo menos sempre nos divertimos muito, caímos de cara na lama, o cabelo recebe um tratamento especial de hidratação, as chuteiras e a roupa ficam irreconhecíveis.

Mas é tudo maravilhoso!

Apresentação do Time...

Somos um time ainda em formação. Com as mesmas dificuldades da maioria dos times iniciantes de rugby feminino : a falta de meninas!
Mas não desistimos e perseveramos em mais de um ano de treinos. Um dia com duas ou três, no outro com sete, oito. Conseguimos conquistar nosso espaço junto ao time masculino, e hoje temos um seven completo (ainda sem reservas). Disciplina, dedicação e o amor pelo rugby, esses são os princípios norteadores de nossa trajetória.


Aline, Joana, Julianna Curi, Juliana Paiva, Julie, Poliana, Rosana.


Somos poucas, com o espírito de um exército!